jornal plural do agrupamento de escolas dr. manuel laranjeira

Quando a Ciência encontra a IA:

aprender, criar e divulgar conhecimento na escola

 

 

     A ciência saiu das páginas dos manuais e ganhou vida nos corredores da escola através de um conjunto de projetos desenvolvidos por alunos do ensino secundário, com recurso à Inteligência Artificial.

     As turmas B e C do 12.º ano de Biologia estiveram envolvidas num trabalho multidisciplinar no âmbito da divulgação científica. Inseridos no tema “Preservar e recuperar o ambiente”, os alunos investigaram o fenómeno dos incêndios, organizando o tema em subtemas, realizando pesquisa autónoma e validando informação científica. O resultado final traduziu-se na criação de posters científicos, expostos durante o evento “Marés de Oportunidades IV”, que deram visibilidade ao rigor e à criatividade do trabalho desenvolvido.

     Num cruzamento entre ciência, literatura e tecnologia, e no âmbito do tema “Património genético”, os alunos recorreram à Inteligência Artificial para recriar personagens de obras literárias como Memorial do Convento, de José Saramago, e Os Maias, de Eça de Queirós. A partir das descrições presentes nos textos, foram gerados retratos e árvores genealógicas, aproximando a literatura de uma abordagem visual e científica.

     O tema da sustentabilidade alimentar esteve também presente através da criação de infografias sobre diferentes tipos de fermentação, reforçando a importância dos processos biológicos no quotidiano.

     Já os alunos do 11.º B exploraram o tema “Dobras e falhas”, também com recurso à IA, produzindo infografias apresentadas em sala de aula e posteriormente afixadas. Paralelamente, elaboraram fichas de identificação de espécies existentes no recinto escolar, atualmente expostas no pavilhão B, promovendo o conhecimento da biodiversidade local.

     Estes projetos demonstram como a Inteligência Artificial, quando utilizada de forma crítica e orientada, pode ser uma poderosa ferramenta ao serviço da aprendizagem, da criatividade e da divulgação científica.

 

Maria Isabel Moreira, professora de Biologia e Geologia
podes gostar também