O reconhecimento e o valor humano
O efeito do reconhecimento do valor de um ser humano é, atualmente, algo que varia de indivíduo para indivíduo. Desde uma boa obra literária a uma boa canção de sucesso, o reconhecimento pode, eventualmente, mudar a vida de cada um, sejam pequenas ou grandes conquistas. Contudo, será que dar valor a estes fenómenos é só vantajoso? Do meu ponto de vista, o reconhecimento não é algo importante para que o ser humano tenha consciência do seu valor.
Em primeiro lugar, a qualidade do trabalho de cada indivíduo não se mede pelo reconhecimento que este tem em vida. Anos e anos de trabalho árduo de qualidade não têm de ser, necessariamente, reconhecidos publicamente. No entanto, não deixa de ser algo bem realizado e motivo de orgulho e felicidade, pois, para o autor desse trabalho, é motivo de realização e mérito pessoal. Exemplificando, o artista e pintor Van Gogh apenas obteve reconhecimento depois da morte. Ainda assim, não deixa de ter um excelente trabalho e uma vasta obra artística que continua a ser admirada e a inspirar outros artistas.
Por outro lado, a forma como cada ser humano lida com a fama nem sempre é favorável. Enquanto um número considerável de indivíduos consegue fazer disso algo positivo, outros, porém, não conseguem fazê-lo e são influenciados a seguir um estilo de vida bastante prejudicial. Por exemplo, o vocalista da famosa banda “Queen”, Freddie Mercury, após ser bastante reconhecido a nível musical, passou a adotar um estilo de vida orientado pela visibilidade alcançada, o que acabou por contribuir para o agravamento da sua doença, que viria a pôr termo à sua vida.
Concluindo, o reconhecimento do valor do ser humano nem sempre é vantajoso. Portanto, ninguém se deve focar em ser reconhecido, mas sim em realizar-se a nível pessoal e ter orgulho do seu trabalho.
