“A Liberdade Guiando o Povo” – Apreciação crítica
Eugène Delacroix (1798-1863), A Liberdade Guiando o Povo, 1830. Óleo sobre tela, 260×325 cm, Paris, Museu do Louvre.
A imagem representada é um quadro de Eugène Delacroix chamado “A Liberdade Guiando o Povo”. Foi composto em 1830 e apresenta-se exposto, nos dias de hoje, no Museu do Louvre.
Nesta Imagem conseguimos, de forma clara, identificar uma figura feminina porta-estandarte da bandeira francesa no centro da tela, rodeada por outros revolucionários, como se comprova pela presença de armas nas mãos deles. O cenário envolvente é marcado pela destruição, o que intensifica o poder da revolução. Dado o contexto histórico em que o quadro foi feito, esta imagem contém um relevante significado simbólico. Começando pela figura feminina que carrega a bandeira, esta é uma clara personificação da Liberdade que, por mais opositores que encontre, consegue sempre vencer com o apoio da multidão. Visto que o quadro é, até hoje, um símbolo da revolução francesa, estão nele representados também os três valores que moveram o povo nesta guerra civil. Por um lado, a Igualdade, representada aqui pelo facto de todas as classes da população terem a mesma função, como se comprova na imagem pela multidão em volta da “Liberdade”. Por sua vez, a própria Liberdade surge, evidentemente, personificada pela porta-bandeira da revolução, servindo como motivação e exemplo para a multidão, como se prova pela mulher no chão, admirando a senhora “Liberdade”. E, por último, a Fraternidade, muito presente nesta imagem pelo modo como toda a gente se une a favor da revolução.
Desta forma, é possível estabelecer uma relação entre a pintura e a obra poética de Antero de Quental, que, sendo ele um homem revolucionário, intelectual e realista, expressou em suas obras, frequentemente, valores como os que estão nesta imagem, de forma a representar o que este autodenomina por “Ideal”, muitas vezes inalcançável, visto que é algo perfeito e muito difícil de se concretizar.
Concluindo, esta imagem é uma clara representação dos ideais da revolução com um elevado valor simbólico, sendo este retratado por valores como a Igualdade, a Liberdade e a Fraternidade.
João Vilar, aluno do 12º C
A pintura representada, intitulada “A Liberdade Guiando o Povo”, é da autoria de Eugène Delacroix, e data do ano de 1830. Trata-se de um quadro de grandes dimensões, representando o povo francês revoltado que segue uma figura feminina, que personifica a Liberdade.
Em primeiro lugar, é de destacar, num plano inferior, os regentes franceses mortos, cuja derrota está muito bem representada, em particular, pelos seus rostos, caracterizados pelos olhos fechados e pela palidez, que demonstram a pesada lassidão da morte. Junto dos seus corpos, é também possível ver a destruição da rua, à esquerda, pelas pedras amontoadas, e, à direita, pela madeira destruída, o que ilustra excelentemente a força e o poder do povo. Por outro lado, evidencia-se a figura feminina, personagem central da obra de arte, cuja ilustração está muito bem conseguida, sendo de relevância os seus braços, pois um levanta a bandeira de França, e o outro segura uma grande arma, ilustrando brilhantemente a sua força física e de vontade. Para além disso, encontra-se descalça, usa uma fita à cinta e um lenço na cabeça, ambos vermelhos, que simbolizam o sangue e a luta necessários para alcançar a Liberdade. Por fim, no plano superior do quadro, é possível observar, nos cantos, um pouco de céu azul, ao mesmo nível da bandeira francesa, mostrando claramente como ainda há esperança para o país, deixando no passado o fumo, que representa os dias de opressão vividos pelo povo.
Desta forma, é possível estabelecer uma relação entre esta pintura e a poesia de Antero de Quental, pois o poeta, nos seus sonetos luminosos, de configuração do Ideal, descreve frequentemente figuras belas que personificam ideais, como a Liberdade, a que aspira e deseja para a sociedade. Da mesma forma, Eugène Delacroix representa na sua obra uma figura feminina bela, que personifica muito bem um dos ideais da Revolução Francesa, a Liberdade.
Concluindo, “A Liberdade Guiando o Povo” é uma obra muito bem conseguida, uma vez que contém todos os elementos necessários à personificação clara e objetiva da Liberdade enquanto ideal por que se deve lutar, tal como defende Antero de Quental nos seus sonetos otimistas.
Ana José, aluna do 12º C
