Apreciação crítica 12º F
Esta pintura, “Cavaleiro da Morte”, da autoria de Salvador Dalí, datada de 1935, aponta para uma exemplificação de algo inevitável: a morte.
Analisando cuidadosamente a imagem, importa salientar o contraste evidente entre o ambiente colorido, representado por um arco-íris, e, de igual modo, pelo chão, ambos com cores vivas, e os tons escuros que rodeiam essas cores e preenchem todo o plano que se encontra perto da figura que é, claramente, o elemento central da pintura. De facto, em cima de um cavalo, encontra-se uma figura humana, um cavaleiro, ambos constituídos apenas pelo esqueleto. Neste sentido, simbolicamente, o cavaleiro em cima do seu cavalo representa a figura da morte que, vagueando pelos ambientes coloridos, constitui uma metáfora do percurso humano efetuado ao longo da vida, mas também ilustra o contraste entre a vida e o seu fim. Por isso, este é escuro, como a névoa que envolve o arco-íris, remetendo, de alguma forma, para a ideia de destruição.
Tal como Salvador Dalí, também o poeta português Antero de Quental aborda a temática da morte em diversas composições poéticas. Destaca-se, assim, o soneto “Mors Liberatrix”, em que o “eu” lírico descreve a figura de um cavaleiro, que vagueia, tal como nesta pintura, caracterizado, por um lado, pelas sombras, e, por outro lado, pelo brilho da sua espada, de forma a simbolizar este fim, estabelecendo um contraste, respetivamente, entre a destruição e a salvação que a morte pode significar.
Concluindo, a apreciação da pintura é sem dúvida positiva pela forma como a metáfora do cavaleiro remete para a simbologia da morte.
Leonor Santos, aluna do 12º F
A pintura “Cavaleiro da Morte”, criada em 1935, é da autoria de Salvador Dali, um artista de prestígio do século XX.
Na imagem, é possível observar, em destaque, um cavaleiro a deixar-se guiar pelo seu cavalo, ambos em estado crítico, esqueléticos e sem quaisquer sinais de vitalidade. O cavaleiro encontra-se à esquerda de uma enorme arriba de rocha escura, onde, no topo, vemos um edifício e algumas aves a voar. O piso de toda a paisagem está empoeirado e o céu coberto de nuvens cinzentas, dando a entender a proximidade de uma forte tempestade. No entanto, por entre as nuvens, surge um arco-íris, remetendo para a chegada do sol após a tempestade. Este magnífico quadro pode, metaforicamente, evidenciar certas situações do quotidiano. Por um lado, lembra o facto de, na natureza, depois de uma grande tempestade, o sol regressar sempre, e, com ele, um maravilhoso fenómeno: o arco-íris. De igual modo, existem fases de desespero e tormenta. Porém, não são duradouras, e, eventualmente, terminam e abre-se um novo caminho para a felicidade. Por fim, o cavaleiro pode, contudo, representar aqueles que perdem a esperança em viver e se deixam levar pela morte, ou até mesmo acabam com a própria vida.
A metáfora no quadro de Salvador Dali relaciona-se, de certa forma, com a poesia de Antero de Quental. Nos seus sonetos, o poeta reflete sobre dois temas opostos: as configurações do ideal e a angústia existencial. O “cavaleiro”, figura muito presente nos seus poemas, ao deixar-se levar pela morte, demonstra uma significativa angústia pela vida. Por outro lado, o arco-íris no fundo da imagem pode representar a esperança, a tentativa e a procura de um mundo melhor, confirmando o dualismo da poesia de Antero.
Em suma, a belíssima pintura “Cavaleiro da Morte” faz-nos pensar sobre a inevitabilidade da morte, numa imagem plena de mistério e dominada pela solidão numa paisagem obscura que sugere o fim da vida.
Inês Simões, aluno do 12º F
A pintura apresentada, “Cavaleiro da Morte”, é da autoria de Salvador Dalí, e foi feita com a técnica óleo sobre tela, no ano de 1935.
Na imagem, observa-se um contraste acentuado entre luz e escuridão. De facto, do lado esquerdo está visivelmente presente um ambiente sombrio, característico da morte, no qual se encontra um cavaleiro junto a uma espécie de montanha alta e escura. Porém, este não é um cavaleiro qualquer, mas sim o “Cavaleiro da Morte” (daí o título da pintura), já que tanto ele como o seu cavalo estão representados como esqueletos, e a mão deste cavaleiro está a indicar o caminho em frente, a apontar para onde se devem dirigir, para aquilo que, para nós, é desconhecido, mas que a pintura faz parecer que será uma continuidade da escuridão, da morte. Por outro. Além disso, do lado direito da imagem, está fortemente representada a luminosidade, a calma e a felicidade, através da escolha de cores mais claras e mais vivas, como o laranja, acompanhado de um arco-íris, que é todo ele feito de diversas cores. No entanto, mesmo deste lado da pintura, é também representada uma atmosfera sombria através da presença de nuvens pesadas e negras.
Esta imagem está muito relacionada com a poesia de Antero de Quental, visto que, numa dimensão metafórica, está realçada a mesma dualidade que o poeta também explora nos seus poemas: a dualidade entre a luz e a escuridão. Além disso, está presente um cavaleiro, tal como em alguns dos sonetos de Antero, o “cavaleiro andante”, regularmente referido nos poemas como refúgio, como única opção de Liberdade.
Em suma, esta pintura apresenta elementos diversos, mas o mais forte está relacionado com a sua intemporalidade, dado que, muitas vezes, as pessoas optam pela morte, na medida em que acham que será a resposta para a liberdade.



