Professores do AEML em viagem
Começamos por agradecer à Agência de Viagens Carvalhinho, Abranches e Rocha, Lda., por ter proporcionado mais uma visita de estudo cultural e de convívio dos professores do Agrupamento de Escolas Dr. Manuel Laranjeira.
A visita começou com uma chuvinha miudinha, talvez para ver se alguém desistia… mas não aconteceu. Chegou o autocarro: uns diziam que era cinzento, outros, azul… mas a posição mais científica seria cinza-azulado. A primeira a entrar tinha o cabelo aos caracóis, que adoram água. Lá, os professores encontraram o Sr. Manuel, o condutor. E a viagem começou, com todos na cavaqueira, com conversas cruzadas, descruzadas e algumas completamente paralelas.
Primeira paragem: Vouzela. Houve logo quem corresse para o café Rocha. Outros aventuraram-se até ao Central, um pouco mais acima. E, claro, os gulosos foram comprar, à Casa Castanheira, o famoso folar e os pastéis de Vouzela. Só havia um pequeno detalhe: sendo fabrico caseiro e artesanal, não havia café, nem cadeiras, nem casa de banho, aquele trio essencial em qualquer paragem estratégica. Resultado: bolinho na mão, corrida para o café Rocha, para tomar café e para o tradicional “xixi” de paragem.
No Museu do Quartzo, a guia estava encantada com tanto docente junto. Só pedia para marcarem mais visitas de estudo. As rochas foram observadas por dentro e por fora e até há registos fotográficos de quem saiu de lá carregado de calhaus: uns para o jardim, outros para mostrar aos alunos, e alguns apenas para provar que realmente lá estiveram.
A viagem seguiu por entre paisagens bonitas e o colega Abranches explicava vários pontos turísticos que poderão integrar a visita de estudo do próximo ano. Até que se parou no restaurante do Zé Pataco. O senhor, cuja filha tem um talho, foi chamado para começar as encomendas. Este ano até queijo a filha vendia. Houve prova de queijo, de morcela, de chouriço… e os mais atrevidos até alheiras compraram. É provável que os preços tenham subido em flecha. Provavelmente por causa das intempéries em Portugal: as vacas, os bois e as ovelhas devem ter aprendido novas competências… nadar e voar.
Entretanto, depois de muitas migas, morcela e chouriço, chegou o consomé, ou sopa passada, ou creme de legumes. Não houve consenso. Chegou a carninha, que foi acompanhada por um pouco do vinho tinto Ribeira. Não se sabe se era santo ou não, mas foi bebido. Alguns até queriam trazer o resto das garrafas… mas dava muito nas vistas.
Seguiu-se uma degustação de espumante na Quinta de Santa Maria, onde a técnica foi ensinada: língua em concha, colocar lá o espumante, sentir as bolhinhas… e beber, não cuspir, porque isso é para enólogos. Depois veio o vinho branco e o vinho tinto do Dão.
Seguiu-se a viagem sem mais paragens. Ainda se passou ao lado da Torre de Vilharigues e perto do Museu de Aristides de Sousa Mendes para ver por fora. Por dentro, já tinha sido visitado no ano anterior.
Os professores chegaram à escola com o autocarro a cheirar intensamente a fumeiro e visivelmente mais pesado do que na ida. As professoras conversavam sobre as possibilidades de congelarem as chouriças e morcelas inteiras ou aos pedaços. Os professores pensavam no que iriam jantar quando chegassem a casa… provavelmente acompanhado por um vinho do Dão.
Ficou provado que os docentes do agrupamento continuam muito empenhados na investigação científica, especialmente nas áreas do fumeiro, do vinho e da pastelaria regional.
Conclusão da visita: aprendemos muito… e confirmou-se que a cultura portuguesa continua a passar muito bem pela mesa.




















