jornal plural do agrupamento de escolas dr. manuel laranjeira

Provérbios – recolhidos por alunos do 11º B

 

Não gastes o que não tens” – Este provérbio recomenda que se viva dentro das suas possibilidades financeiras.

Diálogo:
Pedro – Vou pedir um empréstimo.

Carla – Porquê? Para quê?

Pedro – Quero trocar de carro.

Carla – O teu carro está com problemas?

Pedro – Não, mas é antigo. Já não gosto dele…

Carla – Mas, “Não gastes o que não tens!”, já dizia o meu pai.

Fabiana

 

Quem semeia ventos, colhe tempestades” – Este provérbio aponta para a ideia de que quem provoca ou faz coisas más acaba por sofrer as consequências negativas.

Diálogo:

Joana – O meu chefe está sempre a criticar-me por tudo e mais alguma coisa.
Inês – Não te preocupes, “quem semeia ventos, colhe tempestades”, ele ainda há de sofrer as consequências.

Catarina

 

Devagar se vai ao longe” – Este provérbio elogia a paciência e o esforço constante, porque, mesmo que seja de forma lenta, essas qualidades levam ao sucesso.

Diálogo:
Pessoa 1 – Ainda não consegui correr tão rápido como eles.

Pessoa 2 – Calma, continua a treinar ao teu ritmo, mas sempre, pois “devagar se vai ao longe”.

Leonardo

 

Em terra de cegos, quem tem olho é rei” – Este provérbio salienta o facto de, num contexto em que as pessoas são limitadas ou ignorantes, aquele que possui um mínimo de conhecimento ou de habilidade destaca-se e tem grande vantagem.

Diálogo:

– Este aluno é muito bom a Matemática, não é?

– Sim, porque “em terra de cegos, quem tem olho é rei”.

Tiago

 

De manhã é que se começa o dia” – Este provérbio realça o facto de o dia render mais, se o aproveitarmos desde manhã cedo.

Diálogo:

– Bom dia. Como estás?

– Bom dia. Estou bem e tu?

– Estou bem.

– Não achas que acordaste um bocado cedo?

– Sempre ouvi dizer que “De manhã é que se começa o dia”. Nunca ouviste dizer?

– Não, o que quer dizer?

– Que é de manhã que devemos começar o nosso dia e fazer o que temos de fazer.
– Ah está bem, nunca tinha ouvido, mas agora já aprendi.

Sara

 

Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura” – Este provérbio fala da persistência e da determinação que podem superar até os maiores obstáculos: assim como a água, mesmo sendo mole, consegue desgastar uma pedra dura com o tempo, isto demonstra que os esforços constantes acabam por trazer resultado, mesmo que pareçam difíceis ou impossíveis de alcançar.

Diálogo:

Ana – Pedro, já tentei de tudo para melhorar as minhas marcas no atletismo. Não adianta tentar mais…

Pedro – Como o provérbio diz, “água mole em pedra dura, tanto bate até que fura”. Por isso, continua a tentar.

Ana – Tens a certeza?

Pedro – Tenho a certeza, a persistência dá sempre resultado.

Filipa

 

Quando a esmola é grande, até os santos desconfiam” – Este provérbio pretende avisar as pessoas para que tenham cuidado com aqueles que oferecem “tudo” por pouco dinheiro ou de forma fácil.

Diálogo:

Uma família estava sentada no sofá a ver um filme e, inesperadamente, o homem levanta-se e, muito entusiasmado, exclama:

– Acabei de receber uma mensagem, que diz o seguinte: “Envie um email com o seu nome e morada e irá receber um computador e um aspirador no prazo de 2 dias!”

– Isso não é credível! Olha que quando a esmola é grande, até um santo desconfia! – respondeu a mulher, bastante desconfiada.

Lara

 

Quem não arrisca não petisca” – Este provérbio é um incentivo para quem tem receio de arriscar ou de ir mais longe.

Diálogo:

– E então? Sempre vais aceitar o cargo?

– Não sei… parece-me uma grande responsabilidade… e se depois não consigo “dar conta do recado”?

– Mas, se tu tens todas as habilitações, por que não hás de aceitar esta oportunidade?      – Tenho receio de falhar e desapontar aqueles que depositam toda a confiança em mim.    – Olha, vou partilhar contigo a minha opinião: “quem não arrisca não petisca”, meu caro amigo!

– Ou seja, o que me estás a dizer é que é preciso correr riscos para alcançar aquilo que desejamos?

– Sim!!!

Ana

 

A cavalo dado não se olha ao dente” – Este provérbio diz-nos que, quando recebemos um presente, devemos mostrar satisfação, mesmo que não seja do nosso agrado. É uma questão de boa educação.

Diálogo:

Tia – Aqui, querido, comprei-te esta camisola, espero que gostes!

Sobrinho – Sim, tia, mas não é propriamente da cor que eu queria.

Tia – Ah, meu querido, “a cavalo dado, não se olha ao dente”.

Sobrinho – É verdade, tia. Muito obrigada pelo presente.

Rute

 

Nas costas dos outros vemos as nossas” – Este provérbio aponta para o facto de, quando estamos a ouvir uma pessoa a criticar outra que não está connosco, isso pode significar que, quando nós não estivermos, também podemos ser criticados.

Diálogo:

– Oh Matilde, aquela Leonor é uma grande mentirosa!

– Mas porquê?

– Disse-me que o João namorava com ela, mas é tudo mentira. Que falsa!

– Não devias falar da Leonor quando ela não está aqui connosco. Ela não se pode defender.

– Mas é verdade…

– Sei lá! Amanhã, até podes vir a falar mal de mim na minha ausência, pois “nas costas dos outros vemos as nossas”, como diz o ditado.

Rita
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