Manuel Laranjeira, patrono da nossa escola, foi uma figura marcante da cultura portuguesa do início do século XX. Foi médico, mas o seu destaque foi para a área da escrita. Redigiu livros sobre a sociedade, a política e a cultura. Nas suas obras, critica a falta de cultura, o fanatismo religioso e a falta de espírito crítico por parte da população portuguesa.
Na minha opinião, este foi e continua a ser um exemplo para Espinho. Apesar de ter nascido no século XIX, algumas das suas críticas ainda se mantêm, como, por exemplo, a falta de cultura. Sim, o nosso país evoluiu e alargou-se o acesso à cultura, porém é preciso que essa promoção seja uma realidade para todos.
Cultura não é apenas uma área, mas sim um conjunto delas. Cultura é ver uma peça de teatro, ler um livro, compor uma música, estudar, participar na comunidade, entre muitas outras coisas. É este conceito que faz evoluir uma sociedade, estando mais atenta aos detalhes, mais ativa e que tenha mais espírito crítico, para o qual Manuel Laranjeira também nos chamou à atenção. A falta de espírito crítico pode hoje ser verificado, por exemplo, com o crescimento de opiniões sem fundamentação ou com base em desinformação.
Neste contexto, devemos valorizar a escola como um lugar onde o espírito crítico deve ser desenvolvido e onde a cultura está disponível e ao nosso alcance. A escola tem, por isso, um papel fundamental para que os jovens sejam pessoas mais cultas e críticas, como Manuel Laranjeira queria.
Em síntese, acredito que as ideias de Manuel Laranjeira ainda são pertinentes e que devem ser objeto de reflexão pela nossa comunidade.
Jorge Santos, aluno do 10º E1 e do clube de jornalismo