52 anos a comemorar abril
No âmbito das comemorações do 25 de abril, os professores de História convidaram a comunidade escolar a visitar as exposições apresentadas no Pavilhão A da escola sede.
Na Biblioteca Escolar, esteve patente a exposição “Estado Novo e a Transição para a Democracia”. Na parede cinzenta do Pavilhão A, montou-se a exposição “Somos um País de Emigrantes: de Portugal para os Bairros de Lata de Paris”, com a curadoria da professora Lídia Marques, enquanto colaboradora do IMA. Junto ao polivalente, apresentou-se a exposição “O Legado de um Cravo”, da responsabilidade do Museu do Aljube. Estas exposições resultaram da colaboração entre o grupo de História e o I.M.A. (Integração Multicultural de Alunos).
Decorreu ainda um ciclo de cinema, nos dias 23 e 24 de abril, em articulação com o PNC e o I.M.A., assim como a representação teatral da peça “25 de Abril: a História de uma Revolução”, no dia 22 de abril, pelo Teatro EDUCA. No dia 27 de abril, teve lugar uma tertúlia com a escritora Maria Luísa Santos, resultante da articulação do grupo de História com a B.E.
No dia 24 de abril, foram igualmente distribuídos, por toda a comunidade educativa, cravos confecionados pela professora de História, Maria João Domingues, bem como um folheto informativo sobre o 25 de abril no país e sobre a cobertura realizada pela imprensa local espinhense, há 52 anos, reforçando a ligação entre memória histórica, identidade local e cidadania.
Acreditamos que estas temáticas assumem um papel cada vez mais pertinente na formação de uma cidadania ativa. Num tempo em que a liberdade e a democracia enfrentam novas ameaças — como a desinformação, os discursos de ódio, o crescimento de movimentos extremistas, a intolerância e o afastamento dos cidadãos da participação cívica — torna-se essencial recordar que a democracia não é uma conquista definitiva, mas uma construção diária que exige memória, vigilância e compromisso. Celebrar abril também é refletir sobre a responsabilidade de defender hoje os valores de liberdade, justiça e participação que a Revolução nos legou.



