No dia 4 de novembro de 1975, o Liceu de Espinho abria portas a alunos, professores e funcionários a fim de iniciarem “os trabalhos escolares”, segundo ofício da Dra. Maria do Céu Beato Oliveira Dias de Sousa, Presidente do Conselho Diretivo Provisório, dirigido ao “Excelentíssimo Senhor DIRECTOR-GERAL DO ENSINO SECUNDÁRIO”.
50 anos depois, em 2025, exatamente no mesmo dia, a sede do Agrupamento Dr. Manuel Laranjeira abriu as portas em modo de comemoração, para alunos, professores e funcionários.
À entrada, havia um tapete de sal feito por ex-alunos, funcionários e professores, que lá ficou a fim de poder ser admirado pela comunidade escolar.
Entretanto, a festa começou com um pequeno momento do Clube das Expressões Artísticas, da responsabilidade da Dra. Graça Pereira, em que se ouviu a declamação do poema “Andorinhas”, de Manuel Laranjeira, pela voz da aluna Rita Prazeres, acompanhada pelo som da flauta transversal da aluna Gabriela Vieira. A estas duas alunas juntou-se depois uma outra, Lúcia Vaz, e as três, ao som da canção “Andorinhas”, de Ana Moura, abrilhantaram o espaço de entrada do polivalente da escola com uma bela performance gímnica.
Seguidamente, os alunos do 10º E, do Curso de Artes, apresentaram uma pequena peça da sua autoria, preparada na aula de História e Cultura das Artes, ministrada pela Dra. Josefina Rocha. A temática prendia-se com as conquistas de Abril e a importância da Escola na sociedade portuguesa, em articulação com o tema do programa curricular “A importância da educação na formação do cidadão ateniense, no século V a. C.” A Dra. Irene Resende foi a responsável pela execução das máscaras gregas.
Por fim, o Diretor do Agrupamento proferiu algumas palavras que se justificavam por ser dia de festa e de celebração.
Só então os alunos e os professores se dirigiram às salas de aula, concretizando o que tinha acontecido há 50 anos.
E assim se vão comemorando os 50 anos que distam da inauguração do Liceu de Espinho ao atual Agrupamento de Escolas Dr. Manuel Laranjeira, reafirmando a importância da escola enquanto espaço identitário de uma cidade.