jornal plural do agrupamento de escolas dr. manuel laranjeira

3/4 de Sensações

 

Sempre tive medo de não poder olhar-te, de não poder sentir-te para sempre, de fugires

de mim como quem foge da chuva procurando um abrigo.

 

Sempre sofri por antecedência.

 

Recuso-me a ficar abandonada, solitária e indefesa ao que me rodeia.

 

Recuso-me a não poder ouvir os teus passos leves e serenos.

 

Recuso-me a não sentir a fusão do nosso caloroso abraço.

 

Recuso-me a não poder degustar o sabor peculiar do teu beijo.

 

Tudo porque simplesmente… preciso de ti.

 

Preciso de ti como as plantas precisam de água, preciso de ti como nós carecemos da gravidade, como a Lua precisa do Sol…

 

O único que não pude recusar foi não te poder olhar. Deslumbrar a minha vista contigo

e observar o teu sorriso foi algo passageiro, sem infinito.

 

Porém, agora que não te vejo, vejo tudo. Cogitei a hipótese que me escaparias de

mansinho pelos dedos, que não zelarias pela minha saúde.

 

Mas não… Continuas a guardar-me como se fosse uma peça de porcelana.

 

Já não tenho receio do escuro. Simplesmente porque mesmo não te vendo… eu vejo-te.

 

 

CarolinaPrats, aluna do 12º B
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